Daqui a nada, tem teias

Se calhar tenho que desempoeirar aqui o estaminé. 

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Prioridades

Ela, na cama, a ler as últimas 30 páginas de um livro que a estava a consumir. Ele chega-se, maroto e fofo como só ele. 

Ela: Chega para lá ..só faltam 30 páginas!

Ele olha com ar incrédulo e parece confuso com o que acabou de se passar. Encosta-se para trás, no seu lado da cama e deixa-se ficar em silêncio. Minutos depois, já ela estava de novo embrenhada na história. pergunta com ar muito sério: 

Ele: Quem é ele?

Ela: Desculpa? Ele quem?

Ele: Esse gajo… o autor do livro!

Venha a mim toda a paciência do mundo

Quem me conhece sabe que eu gosto de ler. Muito. E o mundo desaparece à minha volta enquanto tenho um livro na mão. Mas depois há quem me veja com o livro na mão e insista em fala comigo, contar-me coisas, perguntar opinião, e “olha para ali” e “já viste aquilo?”. 

Preciso de respirar fundo e reunir todo o meu bom senso e paciência para levantar os olhos e não bater em pessoas (pouco) inocentes. Às vezes não consigo…mas as pessoas insistem.

*por pessoas entenda-se a luzinha dos meus olhos

Férias de pobrezinho

Estou a 43 minutos de dar início a 15 gloriosos dias de férias e estou com todas as intenções de fazer como a Cristina Espírito Santo e brincar aos pobrezinhos. 

Andar descalça, beber minis, levar a sandocha para o areal, alapar o real traseiro numa qualquer mesa de esplanada, das de plástico mesmo, fazer churrascos manhosos e bronzeado à anos 80. Cheirar a coco e maresia o dia todo e a champô e creme de papaia à noite. Andar com areia para todo o lado, inclusive na carteira.  Levar o chinelo para todo o lado, a fazer pandant com a cesta. Passear com o homem e falar e rir alto com as amigas. Comer tremoços ao fim do dia e saber a camarão. Levar o livro de 600 páginas que tenho para ler, mas pôr o olhinho nas Caras, Flash, TV7dias e Marias desta vida. 

Quero muito.

Há pessoas assim

Há pessoas que passam pela nossa vida sem deixar marcas. Há delas que continuam na nossa vida, pelos mais diversos motivos que não o de serem absolutamente necessários para o nosso bem-estar e felicidade.

Há outras que chegam devagarinho, que nos conquistam, que queremos que sejam parte da nossa vida.

E depois há as outras. Aquelas que entram de repente na nossa vida, como se sempre lá tivessem estado. Que nos olham e nos falam como se nos conhecessem desde o berço. Que nos dizem o que mais ninguém diz, que sabem o que mais ninguém sabe, que nos conhecem como ninguém e mesmo assim gostam de nós.

Aquelas que, quando contamos as melhores histórias da nossa vida, os momentos mais marcantes, as horas mais negras, as viagens de uma vida, estão sempre lá, fizeram parte, viveram-nas connosco.

Aquelas que nos falam hoje como se estivessem estado connosco ontem, apesar das cidades que nos separam, as vidas que nos ocupam, as profissões que não dão tréguas, as pessoas novas que vão chegando à nossa vida.

Aquelas com quem contas sempre e para sempre. Aquelas que chegaram, ficaram e não vão embora. Aquelas que normalmente são raras. Eu tenho uma dessas pessoas.

E hoje faz anos. Parabéns JD.