A boa vontade…essa vadia

Há coisas que me comicham seriamente. Que fazem o meu sangue ferver e os meus olhos revirar. Uma conhecida blogger da nossa praça escreve muitas vezes sobre as aventuras e desventuras do seu parceiro nas lides domésticas e a sua (pouca) habilidade ou vontade para tal. O homem é sempre retratado como uma pessoa cheia de vontade mas pouca capacidade, coitadinho não sabe, compreende-se é homem, ela percebe ninguém o ensinou. E sim, estamos a falar de um homem adulto com mais de 30 anos. Mais ou menos ao estilo de um com 38 cuja namorada lhe bate palmas porque “consegue fazer saladas”.

Se isto já me deixa à beira de uma apoplexia, fico completamente destroçada e com muita pouca fé nas mulheres quando mais de metade dos comentários são do género: “a boa vontade já merece uma beijoca de agradecimento” ou “típico”.

Minha gente, beijoca de agradecimento leva quem partilha as tarefas comigo ou, melhor ainda, beijoca de agradecimento, festinha de apreciação, forróbodó de contentamento pertence a quem faz mais que a sua obrigação, vai “ao infinito e mais além”. Típico é o bailinho da Madeira ou as Tripas à Moda do Porto. Não é um comportamento só porque se nasceu com mais 20 cm (com sorte) no meio das pernas.

Fico louca… com eles e com elas. Mas pensando bem, fico louca é com elas. Para eles fico só a olhar com ar reprovador, a abanar a cabeça com um ligeiro ar de enfado e desprezo.

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Sócrates na RTP – a melhor manifestação de sempre

Mas qual petição para o demitir?! Aqui está a oportunidade perfeita para uma manifestação bem tranquila, bem à moda portuguesa, esse povo de brandos costumes. Se já o fizemos com cravos também o podemos fazer com comandos. 

Mas querem lá melhor forma de manifestar o desagrado pela escolha da televisão pública do que simplesmente mudar de canal naquele dia? Haverá resultado mais evidente que um 0% de share? E se preciso for, fazer o mesmo na semana seguinte? E na outra?

E se formos a ver bem, até nem é um sacrifício tão grande. Eu percebo que a curiosidade possa ser mais forte que a vontade de manifestar, que possa ser quase como não conseguir desviar os olhos da cena mais sangrenta de um filme de terror mas hoje em dia, com tantas boxes de gravação ou com a possibilidade de ver os programas dos últimos sete dias, basta aguentar um pouquinho a curiosidade. E quem não têm televisão por cabo, pode ter um gravador de vídeo (ainda existem?), ver mais tarde nas internets ou nas repetições da RTP. 

 

 

Mais uma ficha

Estive vai não vai para apagar isto tudo e chegar à conclusão definitiva que isto dos blogues não é para mim. Diz que dão muito trabalho e não é assim tão fácil colocar em palavras escritas toda a estupidez que assola o meu cérebro.

Mas como nunca levo nada até ao fim, nem no delete fui capaz de carregar. 

Vamos lá tentar outra vez que tenho muitas coisas novas para dizer. E por falar em coisas novas (cof cof), e o Xiko?

Como é bom ver que a tradição ainda é o que era e continuará a não haver luz ao fundo do túnel para a religião católica.