Aos Srs da Caixa Geral de Depósitos

Está certo que o meu último nome não é Champalimaud ou Amorim ou qualquer coisa do género mas não sei bem o que vos passa pela cabeça quando se sentam numa mesa e se preparam para enviar um mail a um cliente, o primeiro, e optam por um “agradeço que compareça no banco até ao dia X.”

Caríssimos, não sei o que está na minha ficha mas eu ainda não  estou em liberdade condicional para que seja intimada a comparecer em lado algum. E quando me dão ordens, normalmente, pagam-me no final do mês. Ora, como nem uma situação nem outra se verifica neste caso, tenho a certeza que compreenderão que a minha resposta tenha sido um tão simpático e sintético mail quanto o vosso.

Ass: Piursa

Coisinhas que me tiram do sério #1

Das coisinhas que mais me irritam é ser mal atendida em qualquer estabelecimento de restauração. E eu até nem sou tão exigente quanto isso. Compreendo perfeitamente que as coisas podem correr mal. Percebo demoras quando o sítio está cheio, desculpo enganos que possam existir, ignoro grande parte das coisas. O que me tira do sério é a falta de educação e simpatia das pessoas que são a imagem de uma casa. Não suporto quando chegam à mesa e não tenho direito a um simples bom dia. Que eu faça o meu pedido e do outro lado não tenha nem sequer um aceno em jeito de “ouvi e percebi”. Que simplesmente virem costas depois de falar comigo. Que depois fiquem muito admirados quando substituo o sorriso se cortesia por um sobrolho franzido.

Este fim-de-semana tem sido pródigo nisso. Um restaurante à beira-mar plantado, numa das principais ruas da vila, com boa comida e um aspecto catita, tradicional e rústico. Tudo para dar certo, portanto. Mas não, as pessoas encarregam-se de fazer com que pessoas como eu não regressem porque não apetece gastar dinheiro e ainda sair mal disposta.

E é que não estamos propriamente a falar de neurocirurgia. Não desfazendo o trabalho árduo que implica, as horas intermináveis ou os clientes que ainda seguem a velha máxima do “cliente tem sempre razão”, ainda assim, não é difícil. Com simpatia e educação, perdoam-se erros mais básicos. Com um sorriso, desculpa-se uma demora. Não é difícil minha gente, prometo.