The power of blog*

Descobri hoje mais um poder – o poder que um blog pode ter sobre alguém, especialmente um como este, com cerca de três leitores e meio.

Hoje de manhã, ao acordar muito bem disposto, a Luzinha dos Meus Olhos disse uma piadinha. Uma piadinha com muita graça e muito pouco apropriada para menores de 18 anos. Ri-me muito e respondi que ia contar tudo no meu blog. Parou de se rir e pediu encarecidamente que não o fizesse. E nunca mais me lembrei disso.

Quase 9 horas depois, assim que chegou a casa, a primeira coisa que me pergunta é: “não escreveste nada daquilo no blog, pois não?”

muahahahha

*juro que tem mais impacto se lerem isto ao som da musiquinha 

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A vantagem dos filmes pipoca

Tenho lacunas graves na lista de filmes que vi e normalmente por resistência minha. Perdi a conta às vezes que me disseram que era um crime ainda não ter visto a Lista de Schindler mas sempre que tinha oportunidade preferia ver um filme pipoca. E não é porque duvidasse da qualidade do filme, mas sim porque gosto de desligar o cérebro, rir-me um bocado e esquecer o mundo durante 90 minutos.

Ontem não consegui escapar. Até porque a Luzinha dos Meus Olhos revira os dele quando tem que ver um filme pipoca. Lista de Schindler, pois então. E eu sabia que não devia ter visto. Quase três horas de filme em que eu chorei hora e meia. Ainda tentei disfarçar os fungos com um “ai estas contispações de verão” mas eventualmente os soluços acabaram por me trair.

O filme é genial, de facto. Mas o que me marca não é a genialidade de Steven Spielberg, é a atrocidade que somos capazes de cometer. A falta de sentido de tudo aquilo, a capacidade de sobrevivência dos mais fracos, o desespero que consigo sentir até no meu sofá, os olhares de resignação. O filme tem pormenores dolorosamente reais.

Resumo da noite: 2 guardanapos de papel (para a constipação), 1 filme no top 5 e uma tristeza sem fim.

A prenda do Sr.Fnac

No outro dia, o senhor Fnac escreveu-me e ofereceu-me 8€ numa compra online até ao dia 21. Eu que tinha decidido que não comprava livros durante três meses, fechei imediatamente o link e não quis nem saber. Mas depois pensei melhor. Quer dizer, é rude rejeitar assim um presentinho escolhido com tanto carinho, não é? E eu cá não sou mal educada. Vai daí, abri novamente o mail só para confirmar que teria, de certezinha, algumas condições do tipo *para compras superiores a 150€ ou válido apenas para livros da coleção “Fígados, Rins e Pâncreas”. Mas não, não havia condições nenhumas e eu senti-me muito especial por ter sido escolhida pelo Sr. Fnac. Sim, porque de certeza que foi só para mim que ele escreveu.

Acabei por fazer uma encomenda em que gastei aquilo que tinha decidido não gastar tão cedo só por causa de uma prendinha (well done, sr. Fnac).

Entretanto, passei os últimos dois dias a acordar e a ficar imediatamente entusiasmada “chegam hoje? chegam hoje?”. Amanhã! Isto só para dizer que há poucas coisas que me deixam mais feliz que ter um senhor de uniforme a tocar à campaínha de casa e a deixar-me uma caixa de livros. E este é um dos que vem:

 

O Pingo Doce – esses mauzões sem multibanco

Até posso ser eu que não estou a ver bem as coisas. Aceito essa possibilidade porque, na realidade, sou míope como uma toupeira e, por vezes, as coisas mais básicas me escapam. Mas ainda não consegui perceber exactamente onde está o graaande problema do Pingo Doce não permitir pagamentos com Multibanco em contas abaixo dos 20€ e os argumentos que tenho lido não ajudam muito. 

Senão, vejamos: 

“ah e tal vai haver mais roubos porque os ladrões sabem que temos que ter pelos menos €20 na carteira…”  WTF??  Tendo em conta que em TODAS as lojas do PD há uma ATM lá dentro, não vejo a razão de ser deste argumento. Basta levantarem dinheiro lá dentro. E já agora esta é também a resposta ao argumento “ah que eu nunca ando com dinheiro..”. Pois, eu também não. Às vezes, nem para pagar o café. Que é coisa que nunca me preocupou no PD porque…tcharan! há uma ATM!

“Ah porque estamos a regredir, já ninguém paga com dinheiro…” É que não estou a ver a diferença, mesmo… ou diminuo a frequência das visitas ao PD de forma a gastar sempre mais de 20€ e assim poder usar o cartão ou levanto dinheiro para pagar os iogurtes. 

“Ah e o mauzão do Alexandre que só pensa em lucros para o seu PD, são todos uns bacorozinhos capitalistas”. Segundo dizem, a medida poderá poupar à emrpesa até €5 milhões por ano. O que me parece fácil de poupar, sem influenciar nos preços finais ou na quantidade de funcionários. E as pessoas reclamam porque têm que caminhar 5 passos até à ATM. 

Pois que não entendo. Parece-me um não assunto, empolado até mais não e que reflete o espírito do “ai não gosto que está quente, não quero que está frio.”

Se houver por aí alguém menos míope que eu, faça favor de pronunciar.